De acordo com a estatal, a performance financeira recorde foi impulsionada por uma série de realizações notáveis em sua produção. A empresa atingiu um patamar recorde de 2,7 milhões de barris de petróleo por dia, além de apresentar uma utilização do parque de refino que superou 101%. As exportações também tiveram um desempenho significativo, alcançando quase um milhão de barris diários, o que destaca a capacidade da Petrobras em atender tanto o mercado interno quanto externo.
A alta utilização das refinarias resultou na produção de 509 mil barris de diesel S10 por dia e 109 mil de querosene de aviação, dois dos itens mais demandados no mercado. A produção total de derivados atingiu 1,9 milhão de barris diários, representando um aumento de 5,6% em relação ao primeiro trimestre de 2026. Este crescimento na produção foi acompanhado de uma notável redução nas importações, que caíram 40% em comparação com o trimestre anterior, refletindo um aumento na autossuficiência da Petrobras.
Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da empresa, analisou os resultados e destacou a sinergia entre a expansão da produção de petróleo e derivados e a alta nos preços do petróleo Brent, que foram essenciais para fortalecer a geração de caixa da companhia.
Em termos de investimentos, a Petrobras aplicou R$ 26,7 bilhões (aproximadamente US$ 5,3 bilhões) no mesmo período. Desses recursos, 82% foram direcionados à área de exploração e produção, com foco na construção de novas unidades, como as plataformas P-80, P-82 e P-83, que devem entrar em operação em 2027. Essas iniciativas prometem consolidar ainda mais a posição da Petrobras como uma das líderes no setor energético.




