Atualmente, o preço do QAV nas refinarias da Petrobras varia entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro. A companhia atribuiu essa queda à “atenuação” dos impactos que o recente conflito no Oriente Médio trouxe para o preço internacional dos derivados de petróleo. A guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que começou em fevereiro, causou perturbações importantes na cadeia logística da indústria petrolífera, resultando em um aumento significativo dos preços. Um dos principais fatores citados foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, vital para o tráfego marítimo de petróleo, que antes representava 20% da produção global. Com a diminuição da oferta, o preço dos combustíveis disparou.
Contudo, é fundamental destacar que, ao longo deste ano, o QAV ainda apresenta um aumento acumulado de 40,5% em comparação aos preços do final de 2025, o que significa um acréscimo de R$ 1,39 por litro. Isso demonstra como, apesar das recentes reduções, os custos ainda permanecem elevados para as empresas aéreas e, consequentemente, para os consumidores finais.
Nos últimos meses, a Petrobras implementou uma série de ajustes nos preços do QAV, começando com um aumento substancial de 55% em abril, seguido por uma alta de 18% em maio. Para amenizar o impacto do aumento, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste, uma medida que visava aliviar os custos das companhias aéreas. A redução anterior em junho foi de 14,2%, o que demonstra um esforço contínuo da Petrobras em equilibrar o mercado.
Além disso, a evolução dos preços tem um papel crucial na política econômica do governo, que iniciou a retirada gradual de subsídios para produtores e importadores de combustíveis, uma estratégia para evitar choques de preços no consumidor final.
Com uma participação significativa de cerca de 85% no mercado do QAV, a Petrobras mantém um modelo de comércio que permite a livre concorrência, garantindo que outras empresas também possam operar como produtoras e importadoras. O combustível é comercializado para distribuidoras, que o transportam e revendem, criando uma rede que conecta a produção à demanda nos aeroportos e em outros pontos de venda. A dinâmica desse setor é influenciada por múltiplos fatores, incluindo questões geopolíticas, que mostram a interdependência e vulnerabilidade do mercado de combustíveis.





