A empresa brasileira obteve 42,5% de participação no Bloco 2613, com a petroleira francesa TotalEnergies compartilhando o mesmo percentual. Outros 10% pertencem à Namcor Exploration and Production, a estatal namíbia, e 5% são detidos pela Eight Offshore Investment Holdings. As participações da Petrobras e da TotalEnergies foram adquiridas de empresas anteriormente envolvidas na exploração, a Eight e Maravilla Oil & Gas.
Embora o valor da transação não tenha sido revelado, a Petrobras explicou que a conclusão do negócio está sujeita a várias condicionantes, incluindo a aprovação das autoridades governamentais e regulatórias da Namíbia, especialmente do Ministério da Indústria, Minas e Energia do país.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que essa aquisição é parte de uma estratégia mais ampla da companhia para recompor suas reservas de petróleo e gás. Chambriard comentou que a empresa tem analisado cuidadosamente áreas que apresentam boas perspectivas, tanto no Brasil quanto no exterior, e sinalizou a importância do retorno à Namíbia como parte dessa busca por novas reservas.
A diretora de Exploração da Petrobras, Sylvia Anjos, também enfatizou o conhecimento geológico que a empresa possui sobre a bacia em questão, observando que a formação geológica é similar às bacias sedimentares nas quais a Petrobras já opera. Esse conhecimento prévio, segundo Anjos, permite que a companhia olhe com otimismo para as oportunidades na costa oeste africana, incluindo experiências já estabelecidas em São Tomé e Príncipe e na África do Sul.
Para a Petrobras, a África representa uma importante aposta para aumentar suas reservas de petróleo, especialmente em um período em que o estoque de petróleo brasileiro está previsto para entrar em declínio na década de 2030. Recentemente, em 2024, a Petrobras retomou suas operações no continente africano e conquistou participações em três blocos em São Tomé e Príncipe.
Além de suas atividades na África, a Petrobras continua a expandir suas operações nas Américas. Na Colômbia, a empresa anunciou em dezembro de 2024 a descoberta de uma vasta reserva de gás, enquanto na Bolívia e na Argentina mantém operações relevantes. Nos Estados Unidos, atua em campos de águas profundas no Golfo do México.
Internamente, no Brasil, a Petrobras mantém um enfoque nas bacias do pré-sal, além de explorar áreas promissoras na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas, influenciada por descobertas recentes no Uruguai e em outras partes da África.
Recentemente, a Petrobras também divulgou números recordes de produção, alcançando uma média de 2,40 milhões de barris por dia em 2025, com predominância do pré-sal, que representou 82% do total. O índice de reposição das reservas foi de 175%, indicando uma tendência positiva em relação à descoberta de novos recursos. Com isso, a empresa se posiciona de forma robusta para enfrentar desafios futuros e sustentar suas operações em um mercado em constante evolução.






