Entre os principais fatores que contribuíram para esse crescimento, estão as melhorias na eficiência de várias embarcações de perfuração, como o navio-plataforma Maria Quitéria, que opera no campo de Jubarte. Além disso, as operações em Alexandre de Gusmão e no campo de Mero, com a plataforma P-78, também desempenharam um papel crucial, assim como a recente entrada em operação do FPSO P-79 no campo de Búzios. A Petrobras destacou que a perfuração de dez novos poços produtores nesse trimestre, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos, foi uma estratégia fundamental para alcançar esse recorde.
Com o aumento da produção, as exportações de petróleo também mostraram um crescimento expressivo, alcançando cerca de 1 milhão de barris por dia. Este aumento nas exportações se deu em um contexto onde as importações de óleo caíram para 89 mil barris por dia, o menor volume registrado desde o início da pandemia. O fator de utilização das refinarias chegou a 101,2%, o que demonstra a capacidade máxima de operação.
A Petrobras ressaltou que o cenário global, marcado por instabilidades como a guerra no Oriente Médio e a volatilidade dos preços do petróleo, fez com que a maior utilização do parque de refino se tornasse essencial para melhorar a oferta de combustíveis no mercado interno. Apesar das adversidades, as vendas de produtos no mercado interno mantiveram-se estáveis, impulsionadas pelo aumento nas vendas de diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), que ajudaram a equilibrar possíveis quedas no consumo de outros produtos.
Essas mudanças são uma resposta direta à necessidade do setor energético brasileiro de se adaptar a um mercado cada vez mais competitivo e volátil, garantindo que a Petrobras continue a ser um player relevante tanto nas exportações quanto no suprimento interno de energia.
