As operações da companhia não só estabeleceram novos recordes de produção, mas também geraram um aumento significativo nas exportações, que atingiram o maior volume anual já registrado pela estatal. Segundo informações divulgadas, a Petrobras superou suas metas de produção, o que lhe permitiu renovar suas reservas mesmo em um ano que enfrentou desafios como paradas programadas para manutenção e o natural declínio de campos mais maduros.
Os números são expressivos: a produção média anual própria ficou em 2,99 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia, representando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, a produção total alcançou 3,081 milhões de boe por dia, embora tenha apresentado uma leve queda de 1,1% em relação ao terceiro trimestre de 2025, devido ao planejamento de paradas em plataformas na Bacia de Campos. No entanto, o pré-sal se destacou, representando 82% da produção total nesse período, com 2,45 milhões de boe por dia.
A unidade Almirante Tamandaré, a maior plataforma já instalada no Brasil, tem demonstrado seu potencial com uma produção de cerca de 240 mil barris diários. A recente chegada da plataforma P-79 ao campo de Búzios promete acrescentar mais 180 mil barris diários à capacidade da empresa, fortalecendo ainda mais o crescimento.
Em um cenário de produção recorde, a Petrobras também obteve um desempenho notável na reposição de reservas. Com a adição de 1,7 bilhão de boe em 2025, o índice de reposição atingiu 175%, garantindo a relação entre reservas provadas e produção em 12,5 anos.
As exportações também foram um ponto alto no ano, com médias de 765 mil barris por dia, representando um crescimento de 27% em relação ao ano anterior. A China se manteve como o principal destino do petróleo brasileiro, enquanto a Índia emergiu como um concorrente importante, desafiando a Europa pela segunda posição nas compras.
As conquistas da Petrobras refletem um esforço em melhorar a eficiência operacional e otimizar suas operações logísticas, além de diversificar sua carteira de clientes no mercado internacional, trazendo um otimismo renovado para o futuro da estatal e para a balança comercial brasileira.
