A operação se desdobrou a partir de seis alvos identificados e culminou na expedição de oito mandados de busca e apreensão pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorreram em várias cidades de Alagoas e em São Paulo. Figuras proeminentes entre os investigados incluem o atual secretário de Fazenda de Maceió, João Felipe Alves Borges, que era membro do Conselho de Administração do Iprev no período em questão, além de ex-diretores e outros profissionais ligados à instituição.
Os agentes federais foram autorizados a recolher uma variedade de materiais, incluindo computadores, mídias digitais, telefones e documentos que possam servir como evidências. As buscas abrangem tanto residências quanto empresas dos seis investigados, bem como as sedes do Iprev e de uma consultoria, a Crédito & Mercado.
De acordo com a PF, a consultoria foi contratada para conduzir etapas críticas do processo de investimento, levantando a suspeita de “terceirização indevida de competência administrativa”. As investigações se concentram em duas operações específicas, em que os recursos do Iprev foram aplicados em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, levantando questões sobre a gestão e a transparência nas decisões de investimento.
André Mendonça também determinou a indisponibilidade dos bens dos investigados, limitada ao montante total de R$ 97 mil. Em seu relato, o ministro sublinhou indícios de um possível direcionamento inadequado dos investimentos do patrimônio previdenciário, ressaltando que as autorizações de aplicação e resgate apresentaram justificativas genéricas, sem a análise adequada das alternativas disponíveis e do risco envolvido.
Até o momento, não houve retorno da prefeitura de Maceió ou dos investigados mencionados sobre as alegações. O espaço permanece aberto para que as partes se manifestem sobre o assunto. A continuidade das investigações promete trazer novos desenvolvimentos em torno dessa complexa trama envolvendo o Iprev e suas movimentações financeiras.




