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A taxa média de juros das concessões de crédito livre registrou queda pela primeira vez no ano, passando de 45,4% para 44,6% ao ano em junho, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. A redução foi de 0,8 ponto percentual no mês. No entanto, em 12 meses, os juros médios tiveram alta de 5,6 pontos percentuais.

Nas novas contratações para empresas, a taxa média do crédito caiu para 23,1% ao ano, uma redução de 0,7 pontos percentuais no mês. Já nas contratações com as famílias, a taxa média de juros atingiu 59,1% ao ano, uma redução de 0,8 pontos percentuais no mês.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, com regras definidas pelo governo, é destinado principalmente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas foi de 12% ao ano em junho, com uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Para empresas, a taxa caiu 1,4 pontos percentuais no mês, ficando em 11,9% ao ano.

O comportamento dos juros bancários médios ocorre em um momento em que é esperada uma redução da taxa básica de juros da economia, a Selic. O Banco Central iniciou um ciclo de aperto monetário em março deste ano, mas espera-se uma redução da taxa na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.

No entanto, as altas taxas de juros têm impactado o custo do crédito e desacelerado a economia. As concessões de crédito caíram 2,1% para pessoas físicas e tiveram um aumento de 9,1% para empresas no mês passado.

O saldo de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional ficou em R$ 5,401 trilhões em junho, com uma variação positiva de 0,1% em relação a maio. O crédito total cresceu 8,9% em relação ao ano anterior, porém, houve uma desaceleração em relação aos meses anteriores.

A taxa de inadimplência se manteve estável, registrando 3,6% em junho. O endividamento das famílias teve alta de 0,2% em maio, mas recuou 1% em 12 meses. O comprometimento da renda ficou estável em 28,1% em maio, com um aumento de 1,9% em 12 meses.

Esses dados indicam os desafios enfrentados pela economia brasileira no atual cenário de juros elevados e desaceleração do crédito.

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