No último dia 26 de dezembro, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já começaram a receber o novo valor, que representa um aumento significativo no poder de compra, especialmente para os beneficiários que dependem integralmente desse recurso. O pagamento dos benefícios de janeiro está programado para se estender até sexta-feira, dia 6 de janeiro, sendo realizado de acordo com o número final do cartão do beneficiário.
Com a nova atualização, o salário mínimo mensal é de R$ 1.621, que se traduz em cerca de R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora. O reajuste foi calculado com base em uma inflação acumulada de 4,18% e um crescimento real do PIB de 3,4%, resultando em um aumento total de 6,79%.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que o novo salário mínimo impactará cerca de 61,9 milhões de brasileiros, injetando aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. Esse aumento não apenas favorece os trabalhadores que recebem o piso nacional, mas também serve como referência para uma variedade de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego.
Além de impactar a renda das famílias, o novo ajuste também terá reflexos nas contas públicas, com o governo prevendo um impacto econômico total de cerca de R$ 110 bilhões ao considerar o reajuste combinado com a isenção do Imposto de Renda (IR). Entretanto, essa mudança também carregará um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
Essa atualização no salário mínimo é reflexo da política de valorização do trabalho, que se presume essencial para a promoção do desenvolvimento econômico e social do país.






