O crescimento foi impulsionado por diversos segmentos. A movimentação de cargas em contêineres subiu 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Cargas gerais soltas também apresentaram um leve aumento, totalizando 65,8 milhões de toneladas, correspondente a uma variação de 0,8% em relação ao ano anterior. Em termos de granéis sólidos, a movimentação cresceu 6,3%, alcançando 839,7 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos registraram 333 milhões de toneladas, representando um incremento de 6,1%.
Ao analisar a composição das cargas, três categorias destacam-se: minério de ferro, que representa 30% do total; óleo bruto, com 16%; e contêineres, que responde por 12%. A China permanece como o principal destino do minério de ferro brasileiro, absorvendo 72% das exportações deste produto.
Frederico Dias, diretor-geral da Antaq, comemorou os resultados, afirmando que é um momento de celebração para o setor aquaviário. Ele enfatizou que o crescimento não é um fenômeno pontual, mas parte de uma trajetória contínua que reflete a maturidade institucional do Brasil e a atuação da Antaq. Dias destacou ainda o crescimento dos investimentos privados, que saltaram de cerca de R$ 129,3 bilhões em 2020 para R$ 234,9 bilhões no ano passado. Em contrapartida, os investimentos públicos aumentaram de R$ 36,4 bilhões para R$ 45,1 bilhões no mesmo período.
Ao somar os investimentos dos setores privado e público, o total passou de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões em apenas cinco anos. Dias avaliou que o aumento no investimento, principalmente por parte da iniciativa privada, indica uma maturidade nas parcerias entre o setor público e privado.
Entretanto, o diretor-geral ressaltou a importância de melhorar a infraestrutura, citando limites para a produtividade e eficiência atuais. Ele projetou que, nos próximos quatro anos, a demanda por cargas conteinerizadas deverá aumentar consideravelmente, com a movimentação portuária estimada em 1,44 bi/t para 2026 e 1,59 bi/t até 2030.
Dias finalizou alertando que é essencial que o Estado promova as condições necessárias para enfrentar esses desafios e garantir que os portos não se tornem um gargalo para o crescimento econômico do Brasil. Melhoria nos acessos é uma prioridade, e a Antaq já está avaliando as ações necessárias para alcançar esses objetivos.
