Conforme informações da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de caminhões iniciou o ano em uma drástica diminuição de 34,67% em relação ao mesmo período do ano anterior. O vice-presidente Alckmin atribuiu essa queda às elevadas taxas de juros, que têm dificultado a aquisição de veículos por meio de financiamento, modalidade geralmente adotada por quem compra bens de uso duradouro.
Durante o evento, Alckmin destacou os números positivos da safra e das exportações, que, conforme dados apresentados, aumentaram 17,9% e somaram US$ 349 bilhões, respectivamente. Ele ressaltou que a pressão financeira causada pelas altas taxas, anteriormente em torno de 22% a 23% ao ano, tem gerado um impacto negativo nas vendas. Apesar disso, o programa Move Brasil já conseguiu atrair um montante significativo em financiamentos, sinalizando uma resposta positiva do mercado.
A iniciativa permite que caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas de transporte de diversos municípios do Brasil tenham acesso a crédito facilitado para a aquisição de caminhões. Um dos beneficiados foi Orlando Boaventura, proprietário de uma transportadora na região metropolitana de São Paulo, que utilizou o programa para adquirir um novo caminhão. Segundo ele, a renovação da frota é vantajosa, especialmente em relação aos custos com combustível.
O evento também serviu de plataforma para que representantes do setor, incluindo sindicatos, pedissem a continuidade do programa. Eles argumentam que a manutenção dessas políticas públicas é essencial para a preservação de empregos na indústria e para a transição para modelos logísticos mais sustentáveis, com menor emissão de carbono. A expectativa gira em torno da possível redução nas taxas de juros que o Banco Central poderia implementar, o que poderia auxiliar ainda mais a recuperação do setor.
O Move Brasil destina até R$ 10 bilhões em crédito para a compra de caminhões novos ou seminovos fabricados a partir de 2012, com critérios ambientais a serem atendidos. Em sua fase inicial, o programa já realizou 1.152 operações, com um valor médio por operação de R$ 1,1 milhão. O financiamento pode chegar a R$ 50 milhões por usuário, com prazos que variam de cinco anos e carência de até seis meses, além de contar com garantias do Fundo Garantidor de Investimentos. Com a proposta de não ter um prazo fixo, o programa poderá se estender conforme a necessidade dos recursos, abrindo possibilidades para estímulos contínuos ao mercado de transporte.







