Durante uma entrevista, o ministro ressaltou que a intersecção entre os fundos de investimento e a saúde financeira do país é significativa. Ele apontou que isso pode afetar a contabilidade pública, citando elementos como contas remuneradas e compromissadas, que estão diretamente relacionados à gestão das finanças do governo. A ideia de aumentar os poderes do Banco Central na supervisão desses fundos, segundo Haddad, alinha o Brasil a práticas já estabelecidas em bancos centrais de países desenvolvidos, que já adotam uma abordagem similar.
Essa necessidade de maior supervisão ganha relevância em um contexto recente, onde investigações da Polícia Federal revelaram que alguns fundos de investimento estão sendo investigados por fraudes, como é o caso do Banco Master e dos fundos vinculados à Reag Investimentos. A situação é alarmante, com estimativas de que as fraudes possam ultrapassar a cifra de R$ 11 bilhões, evidenciando um problema sério na área de investimentos que requer um olhar mais atento e uma supervisão mais robusta.
Na mesma conversa, Haddad elogiou o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressando sua satisfação por ter indicado o nome dele para o cargo. O ministro destacou a competência de Galípolo, especialmente em relação à crise do Banco Master, que ele herdou de gestões anteriores. Para Haddad, Galípolo tem demonstrado responsabilidade ao enfrentar esse desafio crítico e a proposta de mudança de supervisão surge como uma solução para fortalecer ainda mais o sistema financeiro nacional em tempos de complexidade e incertezas.
A movimentação do ministro e suas reflexões sobre a supervisão dos fundos de investimento são, portanto, uma tentativa clara de alinhar a regulamentação financeira do país a padrões mais seguros e eficazes, buscando evitar que novos escândalos financeiros venham a manchar a reputação do mercado brasileiro.






