Durante uma entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro informou que uma das propostas que constarão no relatório final abordará a tributação dos super-ricos. Segundo Macêdo, um imposto global de 2% afetaria apenas cerca de três mil pessoas em todo o mundo, detentoras de aproximadamente 15 trilhões de dólares em patrimônio. A arrecadação desse imposto seria direcionada para o combate à fome, à pobreza e às mudanças climáticas.
Márcio Macêdo questionou o papel da população no processo de definição de políticas públicas que afetarão a todos no mundo, ressaltando a importância da participação do povo nesse processo por meio do G20 Social. Ele enfatizou que a Cúpula do G20 Social, que antecede a reunião de líderes das principais economias do mundo, visa ampliar a participação de atores não governamentais nas atividades e nos processos decisórios do grupo.
Além disso, Macêdo mencionou que os debates durante a cúpula girarão em torno de três grandes temas: a luta contra a fome, a pobreza e a desigualdade; o desenvolvimento sustentável, incluindo o debate sobre mudanças climáticas e a transição energética justa; e a reforma da governança global. Estão previstas mais de 200 atividades autogestionadas que representarão diferentes vozes e lutas da sociedade.
O ministro também revelou que o próximo G20 Social será realizado na África do Sul em 2025 e expressou o desejo de que a participação da sociedade seja uma constante nesse tipo de reunião. A Cúpula do G20 Social contará com participação aberta a todos os interessados e o credenciamento para o evento está disponível até o dia 12 por meio do site G20 Brasil 2024. A programação completa inclui diversas atividades, plenárias e cerimônias de encerramento, garantindo a contribuição da sociedade civil nas discussões e propostas a serem entregues aos líderes mundiais.





