Segundo o ministro, o contexto econômico atual pode ser o momento ideal para implementar “soluções mais criativas” nas políticas de dispêndio, especialmente no que se refere ao assistencialismo. Ele lembrou do histórico do Bolsa Família, um programa inaugurado em 2003 que reuniu diversas iniciativas governamentais sob uma única plataforma. Essa mudança resultou em reconhecimento internacional e reforçou a reputação do Brasil em questões sociais.
“Devemos considerar se não seria o caso de seguir o exemplo de 2003, quando o Bolsa Família emergiu como um grande guarda-chuva para programas variados, ganhando projeção e prestígio mundial”, questionou Haddad. Ele ressaltou que a intenção de uma nova proposta não seria a redução de gastos, mas sim a modernização e a busca por eficácia na implementação dos programas sociais existentes.
O ministro também comentou sobre a importância do Banco Central, ressaltando seu papel fundamental nas diretrizes econômicas do país. Haddad expressou preocupação com a manutenção das taxas de juros elevadas, argumentando que não há justificativa para a continuidade dessa estratégia, dado que a inflação está diminuindo. Entretanto, enfatizou que essas considerações não visam deslegitimar o trabalho do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Além disso, Haddad comentou sobre questões envolvendo o Banco Master, mencionando um crescimento acelerado que foi interrompido após a chegada de Galípolo ao cargo, e destacou a gravidade das descobertas de fraudes nesse banco.
Por fim, durante a entrevista, o ministro se mostrou otimista em relação à reforma tributária em tramitação, afirmando que ela pode colocar o Brasil entre os melhores sistemas tributários do mundo e se tornando seu legado na função de ministro. Ele acredita que, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, todos perceberão as mudanças significativas proporcionadas pela digitalização e transparência trazidas pela nova reformulação tributária.
