De acordo com Haddad, a redução no impacto fiscal se deu porque o governo recalculou os valores para levar em consideração o aumento do salário mínimo após a aprovação do Orçamento de 2025. O ministro explicou que, caso o aumento da faixa de isenção seja aprovado pelo Congresso, entrará em vigor somente em 2026, mas os cálculos originais eram baseados no salário mínimo de 2024.
Durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad discutiu os últimos detalhes do projeto de lei ou medida provisória da reforma do Imposto de Renda. Lula deverá apresentar a proposta para os presidentes da Câmara e do Senado nesta terça-feira (18), com a possibilidade de divulgação do texto na quarta-feira (19) devido a uma viagem do presidente para Sorocaba (SP).
A reforma do IRPF anunciada em novembro do ano passado sofreu mudanças, com a decisão de manter as deduções do imposto e incluir o Imposto de Renda Pessoa Jurídica no texto final. Atualmente, a faixa de isenção do IRPF é de R$ 2.824, equivalente a menos de dois salários mínimos, com a tabela do Imposto de Renda congelada devido à não aprovação do Orçamento deste ano. Se a ampliação da faixa para R$ 5 mil entrar em vigor, cerca de 32% dos trabalhadores estarão isentos do tributo.