Durante uma aparição no programa “Bom Dia, Ministro”, Durigan destacou que a recusa do estado é de natureza política, desconsiderando o fato de que a maioria dos estados — inclusive aqueles sob a liderança de opositores — aceitou a proposta federal. Ele enfatizou que a adesão de outros governadores, independentemente de suas afiliações políticas, demonstra um compromisso mais amplo com o bem-estar da população em tempos de crise.
O ministro afirmou que é “lamentável” que a política tenha prevalecido na decisão de Rondônia, numa época em que esforços conjuntos são necessários para mitigar os impactos da crise sobre os cidadãos. Durigan levantou a questão de que, se as razões para a recusa fossem realmente técnicas, os demais estados também apresentariam preocupações similares, o que não ocorreu.
Diante do contexto de dependência do transporte rodoviário, Durigan observou que Rondônia pode ser uma das regiões mais afetadas pelo aumento contínuo dos preços dos combustíveis. A não adesão ao programa desencadeará uma série de consequências que podem agravar a situação econômica local. Ele enfatizou que até mesmo estados governados por opositores da administração federal reconheceram a importância da medida e decidiram participar, mostrando que a proteção do povo deve estar acima das disputas políticas.
O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, que recentemente deixou o União Brasil para se filiar ao PSD, está no centro dessa controvérsia. Durigan afirmou que levará a questão ao conhecimento do presidente Lula, na esperança de que medidas alternativas possam ser consideradas para beneficiar a população rondôniense. É um momento delicado e o governo federal permanece atento à situação, buscando sempre formas de ajudar os cidadãos a enfrentar os desafios impostos pela atual volatilidade do mercado de combustíveis.







