ECONOMIA – Ministro da Fazenda afirma que Brasil caminha para superávit e garante medidas para evitar riscos no abastecimento de combustíveis em 2023.

Em uma recente entrevista ao programa “Alô Alô Brasil”, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou o papel crucial de seu ministério na manutenção da estabilidade econômica do Brasil. Durante a conversa, Durigan expressou otimismo ao afirmar que o país está seguindo um caminho positivo, com previsões de superávit fiscal para este ano e para o próximo.

O ministro destacou a entrega da primeira peça orçamentária para 2027, que consiste na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Segundo Durigan, essa legislação já projeta um superávit de 0,5% para o ano seguinte, indicando um compromisso do governo com o equilíbrio fiscal. Ele comparou o cenário atual com o de 2022, ano que ficou marcado pelo término do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro mencionou que, enquanto em 2022 o governo enfrentou desafios como a guerra na Ucrânia e problemas econômicos internos, as abordagens adotadas no passado foram inadequadas, resultando em decisões que comprometeram as finanças públicas, como a suspensão de pagamentos a governadores e calotes em precatórios.

Durigan ressaltou ainda que, apesar de ter sido registrado um superávit em 2022, esse resultado foi alcançado à custa de revisões e adiamentos de problemas financeiros que deveriam ter sido resolvidos. Ele lembrou que ações tomadas pelo ministro Fernando Haddad em 2023, incluindo o pagamento de dívidas aos governadores e a implementação de reformas tributárias, foram fundamentais para organizar as contas do país e garantir uma trajetória mais resiliente.

Além do panorama fiscal, o ministro alertou sobre os riscos ao abastecimento de combustíveis, elemento essencial para a economia. Durigan mencionou que a regularidade do abastecimento é vital para o escoamento da safra agrícola e a operação dos caminhoneiros. Nesse contexto, ele reafirmou que, a pedido do presidente, está em contato com os governadores para assegurar que problemas do passado não se repitam. Um dos principais pontos discutidos foi a divisão de encargos relacionados à importação de diesel, com a exceção do governo de Rondônia, que não aceitou a redução do ICMS sobre o combustível.

Por fim, Durigan anunciou que o governo está estudando a possibilidade de isentar parcialmente o diesel, o biodiesel, a gasolina e o etanol de tributos, reforçando a intenção de tratar esses combustíveis de forma equitativa e segura para o desenvolvimento econômico do Brasil.

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