ECONOMIA – Ministro da Casa Civil afirma que governo de Lula não adotará medidas excepcionais para impulsionar a economia brasileira.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou hoje que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não adotará nenhuma medida excepcional para impulsionar a atividade econômica do país. Em entrevista no CEO Conference Brasil 2025, evento organizado pelo banco BTG Pactual, o ministro destacou que a economia crescerá com base nos investimentos já contratados e que não será necessária nenhuma medida extraordinária para estimular o crescimento.

Costa explicou que os investimentos em setores como ferrovias, portos e aeroportos continuam em andamento, uma vez que foram contratados a longo prazo e não serão interrompidos. Ele ressaltou que o governo não pretende adotar medidas pontuais para reaquecer a economia, mas sim políticas estruturais voltadas para o longo prazo.

Sobre a proposta de criação do crédito consignado voltado para trabalhadores do mercado privado, o ministro enfatizou que a medida não tem o objetivo de turbinar a economia ou melhorar a popularidade do governo, mas sim de trazer segurança jurídica aos bancos e melhorar a performance dos empréstimos. Costa afirmou que a medida é positiva para a economia brasileira a longo prazo, permitindo que as pessoas troquem dívidas caras por dívidas mais baratas.

Questionado sobre a queda na popularidade do presidente Lula, o ministro atribuiu o fenômeno à falta de comunicação eficiente do governo e à disseminação de notícias falsas nas redes sociais. Ele ressaltou a importância de melhorar a comunicação com a população e combater as fake news para reverter a atual análise de popularidade. Costa destacou que uma safra abundante e a melhoria na comunicação podem influenciar positivamente a percepção da população em relação ao governo.

Por fim, o ministro negou a existência de divisões no governo e reforçou a importância da união entre os ministros para promover um governo forte. Ele também mencionou a expectativa do governo em aprovar ainda este ano o marco legal sobre saneamento ambiental, com o objetivo de garantir um ambiente mais ágil e preservando a proteção ambiental.

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