Segundo Tebet, as mudanças nos pisos de gastos da saúde e da educação resultariam em apenas R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões de economia nos próximos anos, o que seria considerado um ajuste ineficiente diante das necessidades crescentes na área da saúde. A inclusão dessas medidas no pacote teria um custo político elevado e complicaria a aprovação do restante das propostas. A ministra justificou que a educação já está submetida aos limites de crescimento na prática, mesmo que não esteja formalmente dentro do arcabouço fiscal.
A respeito da reforma tributária da renda que foi enviada paralelamente ao pacote de corte de despesas, Tebet afirmou compreender a decisão e destacou a importância de equilibrar os ajustes entre os diferentes setores da sociedade. Ela também ressaltou a necessidade de fazer o Brasil se adequar ao Orçamento público, visando evitar a desorganização das contas nacionais e impactos negativos na economia, como juros futuros altos, câmbio elevado e inflação prejudicando o poder de compra dos trabalhadores.
Diante da conjuntura econômica complicada, a ministra enfatizou a importância de um Orçamento eficiente e reiterou a satisfação com o formato final do pacote de ajuste fiscal. Segundo Tebet, as medidas propostas representam o possível a ser alcançado no contexto técnico e político atual, demonstrando a preocupação do governo em garantir a estabilidade econômica e fiscal do país.
