ECONOMIA – Ministra do Planejamento explica impacto fiscal de possíveis mudanças nos pisos de gastos com saúde e educação em pacote de corte de despesas.

Em meio à discussão sobre o pacote de corte de despesas obrigatórias proposto pelo governo, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, explicou que eventuais mudanças nos pisos de gastos da saúde e da educação não trariam grande economia e aumentariam o custo político de aprovar o pacote. Em coletiva realizada nesta quinta-feira (28), a ministra enfatizou que as propostas tiveram consenso dentro dos ministérios, destacando que houve debates e análises criteriosas antes da elaboração do ajuste.

Segundo Tebet, as mudanças nos pisos de gastos da saúde e da educação resultariam em apenas R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões de economia nos próximos anos, o que seria considerado um ajuste ineficiente diante das necessidades crescentes na área da saúde. A inclusão dessas medidas no pacote teria um custo político elevado e complicaria a aprovação do restante das propostas. A ministra justificou que a educação já está submetida aos limites de crescimento na prática, mesmo que não esteja formalmente dentro do arcabouço fiscal.

A respeito da reforma tributária da renda que foi enviada paralelamente ao pacote de corte de despesas, Tebet afirmou compreender a decisão e destacou a importância de equilibrar os ajustes entre os diferentes setores da sociedade. Ela também ressaltou a necessidade de fazer o Brasil se adequar ao Orçamento público, visando evitar a desorganização das contas nacionais e impactos negativos na economia, como juros futuros altos, câmbio elevado e inflação prejudicando o poder de compra dos trabalhadores.

Diante da conjuntura econômica complicada, a ministra enfatizou a importância de um Orçamento eficiente e reiterou a satisfação com o formato final do pacote de ajuste fiscal. Segundo Tebet, as medidas propostas representam o possível a ser alcançado no contexto técnico e político atual, demonstrando a preocupação do governo em garantir a estabilidade econômica e fiscal do país.

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