O manual se complementa às orientações já definidas pela Portaria 1.782, emitida em junho, que estabelece critérios rigorosos para habilitação das propostas, os passos a serem seguidos para a apresentação de projetos, condições de uso dos recursos e as responsabilidades atribuídas às instituições que desejam participar.
Essa quinta edição do leilão abrange diversas áreas prioritárias com potencial para transformar a economia brasileira. Dentre os setores alvo, destacam-se a produção de fertilizantes verdes, combustíveis avançados, automação e inteligência artificial, além do beneficiamento de minerais críticos e o desenvolvimento de sistemas de armazenamento de energia. A chamada química verde e a circularidade de resíduos minerais também figuram entre as áreas que merecem investimento. O objetivo declarado é claro: expandir os aportes em tecnologias que promovam a descarbonização da economia e fortaleçam a competitividade da indústria nacional.
Um aspecto inovador desta rodada é a introdução de três novos instrumentos financeiros, que visam atender projetos com diferentes graus de maturidade tecnológica. Entre essas novidades estão a criação de fundos de inovação segmentados por cadeias produtivas e o financiamento via crédito corporativo para projetos com maior maturidade comercial. Além disso, recursos não reembolsáveis serão disponibilizados para pesquisa aplicada e empreendedorismo tecnológico.
As instituições que desejam participar devem atentar para os prazos e os documentos exigidos, disponíveis no portal do Tesouro Nacional. Esta iniciativa, que faz parte do Plano de Transformação Ecológica do governo, visa mobilizar investimentos em projetos sustentáveis, promovendo uma combinação de recursos públicos e privados em um modelo conhecido como blended finance.
As quatro edições anteriores do Eco Invest Brasil demonstraram resultados significativos, movimentando mais de R$ 127 bilhões em investimentos, sendo R$ 56 bilhões oriundos do exterior. A expectativa é que o novo leilão não só fortaleça a economia de baixo carbono do país, mas também estimule uma ampla gama de iniciativas com impactos positivos em diversas frentes, incluindo ambiental, tecnológica e econômica.





