A meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), está definida em 3% para 2025 e 2026, com uma faixa de tolerância que varia entre 1,5% para cima e para baixo. Assim, isso significa que a inflação pode oscilar entre 1,5% e 4,5%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a inflação em dezembro aumentou para 0,33%, comparado a 0,18% do mês anterior, resultando em um IPCA acumulado de 4,26% para 2025, dentro da meta estabelecida pelo governo.
Quando se trata da taxa básica de juros, conhecida como Selic, o mercado mantém a expectativa de que ela se estabilize em 12,25% até o final de 2026, uma projeção que não muda há quatro semanas. Neste momento, a Selic está em 15%, o que representa o maior nível desde julho de 2006. Para 2027, a expectativa é que a Selic diminua para 10,50%, um valor que se mantém há quase um ano. Para 2028, a projeção foi revisada para 10%, ligeiramente superior à estimativa de 9,88% da semana anterior.
Essas oscilações nas expectativas sobre a Selic evidenciam um panorama que pode impactar a economia brasileira de diversas maneiras. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decide aumentar a Selic, a intenção é conter uma demanda excessiva, refletindo diretamente nos preços, uma vez que o aumento das taxas de juros encarece o crédito e fomenta a poupança. Essa dinâmica pode, por sua vez, dificultar o crescimento econômico.
As projeções em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) também revelam um crescimento estimado de 1,80% para 2026, um número que permanece inalterado por seis semanas consecutivas. Para 2027 e 2028, as expectativas se mantêm em 1,80% e 2%, respectivamente.
Em relação à moeda americana, o mercado financeiro acredita que o dólar será cotado a R$ 5,50 ao final de 2026, uma previsão que se repete há 14 semanas e que também se estende para 2027; já em 2028, a estimativa projeta uma leve alta para R$ 5,52. Essas expectativas econômicas refletem um período de incerteza, mas também indicam uma adaptação do mercado às circunstâncias econômicas vigentes.
