Vale ressaltar que essa é a quinta redução consecutiva na previsão da inflação para 2026, que agora se situa dentro do intervalo de 1,5% a 4,5%, estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta do Banco Central para a inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância que permite certa flexibilidade. A divulgação do IPCA de janeiro será feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos próximos dias.
Ademais, a inflação de dezembro apresentou uma alta de 0,33%, superando o aumento de 0,18% registrado em novembro e fechando o ano de 2025 com um acumulado de 4,26%. O Banco Central emprega a taxa Selic, que atualmente está fixada em 15% ao ano, como ferramenta principal para atingir a meta de inflação. Embora a inflação e o dólar estejam em recuo, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter os juros inalterados pela quinta vez consecutiva.
Os analistas do mercado financeiro acreditam que a taxa Selic pode ser reduzida gradualmente, atingindo 12,25% ao ano até o final de 2026. Há expectativas de que essa taxa diminua ainda mais nos anos seguintes, com projeções de 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
Por sua vez, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil permanece inalterada em 1,8% para 2026 e 2027, com expectativas de expansão de 2% para os anos de 2028 e 2029. O crescimento do PIB foi impulsionado pela recuperação dos setores industrial e agropecuário, sendo que o IBGE já registrou uma leve alta no terceiro trimestre de 2025. Com a expectativa de que o dólar se mantenha cotado a R$ 5,50 até o final de 2027, o ambiente econômico parece estar se ajustando, embora os desafios persistam.
