ECONOMIA – Mercado financeiro prevê crescimento do PIB brasileiro em 1,59% para este ano, revela boletim Focus do Banco Central.

A economia brasileira tem previsão de crescimento para este ano, de acordo com o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano subiu, passando de 1,52% para 1,59%. Além disso, para 2025, a expectativa é de um crescimento de 2%, mesma projeção para 2026.

O boletim também traz as previsões para 2023, com uma estimativa de crescimento do PIB em 2,92%, com os números ainda sendo consolidados. O resultado do quarto trimestre, com o consolidado do ano, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1º de março.

O setor financeiro estima que a cotação do dólar fique em R$ 5 para o fim deste ano. Já para o fim de 2025, a previsão é que a moeda americana se mantenha neste mesmo patamar.

Quanto à inflação, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2024 se manteve em 3,9%. Já para 2025 e 2026, a projeção permaneceu no mesmo patamar, em 3,5% para ambos os anos.

A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para a inflação é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Segundo o mercado financeiro, a estimativa para a inflação do ano passado é de 4,47%, com os dados de 2023 sendo divulgados pelo IBGE na próxima quinta-feira (11).

No que diz respeito à taxa de juros, o Banco Central usará a taxa básica de juros, conhecida como Selic, como instrumento principal para alcançar a meta de inflação. A expectativa é que a Selic encerre 2024 em 9% ao ano, após o comportamento dos preços fazer o BC cortar os juros quatro vezes no último semestre de 2023. A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) neste ano ocorre em 30 e 31 de janeiro, e os analistas esperam que a Selic seja reduzida para 11,25%.

Desde março de 2021 até agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário. Em contrapartida, de agosto de 2020 a março de 2021, a taxa foi mantida no menor patamar da história, visando estimular a produção e o consumo diante da contração econômica causada pela pandemia de covid-19.

A tendência é que o crédito fique mais barato com a diminuição da Selic, incentivando a produção e o consumo, mas também reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

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