ECONOMIA – Mercado Eleva Previsão de Inflação para 2023 em Meio a Tensão no Oriente Médio; IPCA é Ajustado para 4,31% e Selic Continua em 14,75% ao Ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como referencial da inflação no Brasil, registrou um aumento nas expectativas do mercado financeiro, subindo de 4,17% para 4,31% para este ano. Essa revisão foi publicada no Boletim Focus, uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central, que compila as previsões de diversas instituições financeiras sobre indicadores econômicos sobre os quais o mercado mantém atenção constante.

Apesar de um cenário global tenso, marcado por conflitos no Oriente Médio, essa é a terceira semana consecutiva em que as previsões para a inflação deste ano são elevadas. Vale destacar que, mesmo com o aumento, as expectativas ainda se encontram dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem como meta uma inflação de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, estabelecendo limites entre 1,5% e 4,5%.

No contexto mais recente, a inflação oficial do mês de fevereiro fechou em 0,7%, o que representa uma aceleração em comparação aos 0,33% observados em janeiro. Por outro lado, o acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, atingindo menos de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

As projeções para os próximos anos também refletem um ligeiro ajuste. Para 2027, a expectativa de inflação passou de 3,8% para 3,84%, enquanto para 2028 e 2029 as previsões estão em 3,57% e 3,5%, respectivamente.

Em relação à taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano, o Banco Central utiliza esse instrumento como forma de controle da inflação. Após uma reunião recente, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, em um contexto onde a expectativa anterior era que o corte fosse ainda mais significativo, de 0,5 ponto. A última vez que a Selic esteve em 15% foi em julho de 2006, e desde setembro de 2024, a taxa foi aumentada em sete ocasiões consecutivas, antes de ser mantida estável em quatro reuniões seguidas.

Sob a pressão das incertezas globais, o Banco Central não descarta a possibilidade de revistar os cortes se a situação assim exigir. O próximo encontro do Comitê de Política Monetária está agendado para abril, onde novas definições poderão ser discutidas.

Além das questões referentes à inflação e taxa de juros, as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também apresentaram ajustes, passando de 1,84% para 1,85% para o ano atual, com previsões de 1,8% para 2027 e 2% para 2028 e 2029. A economia brasileira já demonstrou recuperação no ano anterior, apontando um crescimento de 2,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ressaltando a expansão em vários setores, especialmente na agropecuária.

Por fim, a previsão de cotação do dólar se mantém em R$ 5,40 para o final deste ano e R$ 5,45 para o final de 2027, indicando uma perspectiva de estabilidade no câmbio, em um cenário ainda permeado por incertezas.

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