Para os anos seguintes, a previsão é de que a inflação se estabilize em 4% para 2027 e em 3,61% para 2028. O cenário inflacionário atual é marcado por uma alta significativa nos preços de transporte e alimentação. Em março, por exemplo, o IPCA apresentou uma variação de 0,88%, superando os 0,7% registrados em fevereiro, resultando em uma inflação acumulada de 12 meses em 4,14%.
A principal ferramenta que o Banco Central utiliza para controlar a inflação é a taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano. O mercado espera que a taxa seja reduzida para 13% até o final deste ano, um ponto percentual acima do anteriormente projetado. Para os anos de 2027 e 2028, as expectativas de mercado colocam a Selic em 11% e 10%, respectivamente.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o cenário parece ser igualmente desafiador. A expectativa de crescimento da economia brasileira ficou em 1,85% para 2026, ligeiramente abaixo da previsão anterior de 1,86%. Para 2027, o PIB deve crescer 1,80%, e para 2028, a projeção é de um aumento na ordem de 2%.
No que tange ao câmbio, a previsão é que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,25, o que representa uma leve desvalorização em comparação aos R$ 5,30 da semana anterior e R$ 5,40 de quatro semanas atrás. Para os dois anos seguintes, as expectativas indicam que a moeda norte-americana deverá ser comercializada a R$ 5,35 em 2027 e R$ 5,40 em 2028. Diante desse cenário, economistas e investidores se mantém em alerta, avaliando constantemente os riscos e oportunidades que surgem em um ambiente financeiro volátil.
