“Nós não temos que deixar [o mercado] para as matrizes. Nós temos que ir atrás e competir porque estamos mais perto”, afirmou o presidente, refletindo uma visão ambiciosa para o setor automotivo nacional. Ele também ressaltou o papel do governo na promoção de um ambiente propício ao crescimento do setor, definindo a missão do Estado como a de “criar consumidores” de automóveis.
Em sua fala, Lula elogiou a mão de obra brasileira, a qual considera “altamente qualificada e especializada”. Esse reconhecimento é importante, uma vez que a qualificação dos trabalhadores pode ser um dos diferenciais competitivos do Brasil no cenário automobilístico internacional. Além disso, o presidente mencionou as inovações brasileiras em biocombustíveis, destacando um recente encontro na feira industrial de Hannover, na Alemanha. Durante o evento, o Brasil apresentou seu biocombustível como uma alternativa eficiente e menos poluente, capaz de reduzir em 67% a emissão de gases de efeito estufa.
“A gente não precisa importar o mix tecnológico dos motores europeus para despoluir o planeta. Eles é que têm que comprar o nosso biodiesel para ajudar a despoluir o planeta”, enfatizou o presidente, sugerindo uma perspectiva de liderança ambiental que o Brasil pode assumir globalmente.
Por fim, a Anfavea divulgou dados animadores sobre o desempenho do setor automotivo, evidenciando que março foi o melhor mês de produção desde outubro de 2019. Foram produzidas 264,1 mil unidades, representando um crescimento de 35,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O acumulado do ano registrou uma produção total de 634,7 mil veículos, com um aumento de 6% em comparação a 2022. Atualmente, a indústria automobilística conta com 53 fábricas em nove estados, gerando cerca de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, o que representa aproximadamente 20% da produção industrial brasileira. O cenário é promissor e indica um potencial significativo para a indústria nos próximos anos.







