A juíza Simone Gastesi Chevrand ressalta que essa decisão é crucial para garantir a continuidade de serviços que são considerados essenciais para milhões de brasileiros, principalmente em áreas remotas onde a Oi é a única fornecedora de telefonia. A disputa pelo ativo contou com a participação de duas empresas: a Método Telecom e a Sercomtel Comunicações. Embora a Sercomtel tenha feito uma proposta de R$ 60 milhões, ela optou pelo pagamento parcelado em dez vezes, o que acabou prejudicando suas chances no leilão.
A proposta da Método se destacou não apenas pelo valor, mas também pelo cumprimento das exigências do edital, que favoreciam o pagamento à vista. Esta característica garantiu a aprovação do Ministério Público e a concordância dos órgãos reguladores envolvidos no processo. O portfólio adquirido inclui não apenas linhas de telefones fixos residenciais, mas também a operação de números emergenciais como 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) e 193 (Corpo de Bombeiros).
O compromisso da nova operadora é manter os serviços em mais de 7.400 localidades onde a Oi é considerada a provedora de última instância, com a garantia de continuidade até dezembro de 2028. A Método Telecom terá ainda a responsabilidade de preservar a infraestrutura existente, que inclui torres, postes, fiação e os tradicionais orelhões, além de atender todos os atuais usuários da telefonia fixa no país.
Para os consumidores que utilizam os serviços de telefonia fixa, essa decisão traz um alívio significativo, uma vez que a Justiça classificou a venda como uma “providência urgente” para evitar a interrupção de serviços públicos essenciais. Além disso, o modelo de venda adotado protege o novo negócio, permitindo que a Método Telecom assuma a operação sem herdar dívidas do Grupo Oi. Essa estrutura evita que pendências trabalhistas, fiscais ou cíveis do antigo grupo comprometem os investimentos futuros na manutenção e melhoria dos serviços oferecidos.






