ECONOMIA – Janela de oportunidades: Financiamento de veículos no Brasil atinge recorde em janeiro, com 616 mil unidades vendidas, impulsionando seminovos e motos.

Em janeiro de 2023, o mercado de veículos financiados no Brasil apresentou um desempenho notável, alcançando a impressionante marca de 616 mil unidades comercializadas, englobando automóveis leves, motos e veículos pesados. Este volume marca o maior índice registrado para um mês de janeiro desde 2008 e representa um crescimento de 9,2% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Entre os veículos financiados, os seminovos destacaram-se, registrando um aumento de 8,8%, o que totalizou cerca de 412 mil unidades financiadas. Por outro lado, os veículos novos alcançaram 204 mil financiamentos, uma cifra que indica um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2022. Esse aumento significativo no número de financiamentos reflete uma tendência positiva no setor, impulsionada por fatores como a recuperação econômica e a demanda crescente por mobilidade.

Quando a análise se volta para os automóveis leves, o crescimento foi de 8,7% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. O segmento de motos teve um desempenho ainda mais robusto, com um aumento nas vendas financiadas de 21,9%, demonstrando que essa modalidade de transporte continua atraindo consumidores.

Entretanto, o cenário não foi tão otimista quando se consideraram os veículos pesados. Nesse caso, o financiamento apresentou uma queda de 3,2%, sendo particularmente afetado pela significativa redução de 25,1% nas vendas de modelos novos. Em contrapartida, os veículos usados neste segmento mostraram um aumento de 10,9%, revelando uma dinâmica diferente de mercado.

Em termos de preços, o cenário em janeiro foi de estabilidade tanto para os veículos novos quanto para os usados, em comparação com dezembro de 2022. Os preços médios dos veículos usados registraram uma leve queda de 0,30%, enquanto os novos também apresentaram uma variação mínima de -0,30%. A B3 indicou que essa redução nos preços dos novos veículos perdeu força no início do ano, sinalizando uma fase mais estável para o setor automotivo brasileiro. Essa estabilidade pode sugerir um ambiente mais propício para negócios, com consumidores adaptando-se às novas condições do mercado.

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