A Advocacia-Geral da União solicitou a investigação, que foi iniciada após a identificação de postagens com declarações falsas atribuídas a Galípolo em um perfil no X. As declarações foram prontamente desmentidas pelo Banco Central, no entanto, o impacto dessas informações fakes foi percebido nos mercados financeiros, influenciando a cotação do dólar.
A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia expressou preocupação com o impacto dessa fake news na percepção do mercado e na eficácia da política de estabilização cambial. A procuradora Karina Nathércia Lopes ressaltou a importância de não permitir que manifestações digitais disseminem desinformação sobre políticas públicas e comprometam a legitimidade das instituições democráticas.
Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária do Banco Central, foi indicado para a presidência do BC pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deverá assumir o cargo em janeiro. A investigação em curso visa esclarecer os possíveis impactos da divulgação de informações falsas no mercado financeiro e garantir a transparência e legitimidade das operações no mercado de capitais.
A repercussão desses eventos reforça a importância da fiscalização e do combate à disseminação de notícias falsas, principalmente quando relacionadas a instituições financeiras e políticas públicas. A atuação da Polícia Federal e da Comissão de Valores Mobiliários nesse caso demonstra o compromisso com a transparência e a integridade do mercado de capitais no Brasil.
