Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta última quarta-feira (26), indicando uma melhora nas expectativas em relação à inflação no país. A meta definida pelo governo para o IPCA é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, permitindo que o índice atinja até 4,5%. As estimativas das instituições financeiras, conforme o boletim Focus do Banco Central, apontam que a inflação deve fechar o ano em torno de 4,45%, mantendo-se dentro dos limites estabelecidos.
Analisando os segmentos que compõem a cesta de produtos e serviços, observa-se que, de outubro a novembro, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. Os destaques incluem os setores de saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,29%, e despesas pessoais, que tiveram um aumento mais acentuado de 0,85%. Já os grupos relacionados à alimentação e habitação registraram aumentos modestos de 0,09%. Em contraste, houve quedas nos grupos de artigos para residência e comunicação, que tiveram variações de -0,20% e -0,19%, respectivamente.
É importante ressaltar que o IPCA-15 utiliza uma metodologia similar à do índice oficial, no entanto, sua coleta de preços abrange um período anterior ao final do mês de referência. Enquanto o IPCA-15 recolhe dados de 14 de outubro a 13 de novembro, o IPCA completo é divulgado apenas no dia 10 de dezembro, abrangendo um maior número de localidades.
As medições são realizadas em 11 regiões metropolitanas, incluindo grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, e Belo Horizonte, além de outras cidades importantes. O IPCA, por sua vez, é calculado em 16 localidades, garantindo um panorama abrangente da inflação no Brasil, que atualmente mede a inflação com base em uma cesta de produtos e serviços essenciais para famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos, cujo valor do mínimo é de R$ 1.518.









