Os dados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem a variação dos preços de produtos industrializados antes de chegarem ao consumidor final, sem a inclusão de impostos e fretes. Desde que o IBGE começou a monitorar esse índice em 2014, apenas os anos de 2023 e 2025 mostraram a deflação, enquanto os anos de 2020 e 2021 enfrentaram uma realidade oposta, com índices que superaram os dois dígitos devido às intensas flutuações econômicas causadas pela pandemia de Covid-19.
Um fator crucial para essa deflação registrada em 2025 foi a queda nos preços dos alimentos, que recuaram 10,47%, impactando o IPP em -2,7 pontos percentuais. O preço do açúcar, que acompanhou a diminuição dos valores no mercado internacional, Jú foi um dos principais responsáveis por essa tendência. Além disso, a valorização do real frente ao dólar, que se fortaleceu em 10,6%, também contribuiu para a redução nos preços dos produtos importados.
Outros segmentos que impactaram negativamente a inflação foram a indústria extrativa, com um recuo de 14,39% e impacto de -0,69 pontos percentuais; o refino de petróleo e biocombustíveis, que caiu 5,64%, e a metalurgia, com uma redução de 8,06%. Segundo Murilo Alvim, gerente do IPP, os preços do petróleo diminuíram devido ao aumento da produção global e ao acúmulo de estoques, e os minérios de ferro também se tornaram mais baratos em meio a uma oferta ampliada que não conseguiu ser acompanhada por um crescimento na demanda.
Além disso, o IBGE divulgou a inflação oficial para o mês de janeiro, que, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,33%, acumulando um total de 4,44% nos últimos 12 meses. Esses números refletem a complexidade da situação econômica atual e os desafios que o Brasil ainda enfrenta para equilibrar inflação e crescimento econômico.







