ECONOMIA – Inflação em alta: especialistas elevam previsão do IPCA para 4,71% em 2026, enquanto crescimento econômico permanece em 1,85% para o ano.

As previsões do mercado financeiro para a inflação no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentaram uma elevação significativa, passando de 4,36% para 4,71% para o ano corrente. Este ajuste faz parte do Boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central, que compila as expectativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Este é o quinto aumento consecutivo nas estimativas de inflação, que já ultrapassou os limites da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta de inflação estipulada pelo CMN é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Portanto, a faixa aceitável varia entre 1,5% a 4,5%. A recente escalada nos preços, impulsionada por categorias como transporte e alimentação, contribuiu para que o IPCA acumulasse uma variação de 4,14% nos últimos 12 meses, refletindo uma inflação mensal de 0,88% em março.

Além das previsões para este ano, os prognósticos para os anos seguintes também foram revisados. Para 2027, a expectativa subiu de 3,85% para 3,91%. Seguindo essa tendência, para 2028 e 2029, as estimativas de inflação são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A principal ferramenta utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação é a Selic, a taxa básica de juros, que atualmente está fixada em 14,75% ao ano. Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, uma decisão unânime, embora antes da intensificação do conflito no Oriente Médio, havia expectativa de um corte mais acentuado. Este contexto faz parte de uma sequência de aumentos que levou a Selic ao mais alto nível desde 2006.

Com a pressão inflacionária crescente, o Banco Central não descarta a possibilidade de rever sua abordagem para a taxa de juros, mantendo a flexibilidade diante das incertezas econômicas. A próxima reunião do Copom está marcada para o final de abril.

Além disso, as instituições financeiras mantiveram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para este ano. Perspectivas para os próximos anos indicam uma expansão contínua, com expectativas de crescimento de 1,8% em 2027 e 2% em 2028 e 2029. Finalmente, a cotação do dólar também foi ajustada, com expectativa de encerramento do ano em R$ 5,37. Essas previsões indicam um cenário complexo e dinâmico para a economia brasileira nos próximos anos.

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