Apesar das pressões externas, especialmente em decorrência da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, a expectativa de inflação para 2026 ainda permanece dentro do intervalo estabelecido pela meta do Banco Central, que é de 3%, com um limite de tolerância que varia entre 1,5% e 4,5%. Essa meta é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serve como um balizador para as políticas econômicas do país.
Analisando os dados mais recentes, observa-se que a inflação do mês de fevereiro apresentou uma alta significativa, fechando em 0,7%, influenciada principalmente pelos aumentos nos preços de transportes e educação. Esse resultado representa um aumento em relação ao mês anterior, que registrou 0,33%. Com isso, o acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, uma marca inferior a 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
As projeções para anos subsequentes indicam uma inflação de 3,8% em 2027, seguindo por 3,52% em 2028 e 3,5% em 2029. Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano, após uma recente redução de 0,25 ponto percentual. Antes do agravamento do conflito no Irã, esperava-se que o corte fosse maior, em 0,5 ponto.
As expectativas em relação à Selic foram ajustadas, prevendo-se uma redução para 12,5% ao ano até o final de 2026, e para 10,5% e 10% nos anos seguintes. A elevação da taxa Selic serve para refratar a demanda aquecida, dificultando o acesso ao crédito e promovendo a poupança, embora seu impacto sobre a economia seja complexo e variado.
Na mesma edição do boletim Focus, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi revisado de 1,83% para 1,84% para o ano corrente, além de projeções de 1,8% para 2027 e 2% para 2028 e 2029. Quanto à cotação do dólar, a previsão é que encerre 2026 em R$ 5,40 e 2027 em R$ 5,45, evidenciando um cenário de cautela entre os analistas financeiros.







