ECONOMIA – Inflação de abril é de 0,67%, refletindo pressão dos alimentos e desaceleração em relação ao mês anterior, indica IBGE.

Em abril, a inflação oficial apresentou uma leve desaceleração, registrando 0,67%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa uma queda em relação ao mês anterior, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,88%. Analisando o cenário em um período de 12 meses, a inflação acumulada atingiu 4,39%. Embora este valor se situe acima da meta estabelecida pelo governo — que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual —, ainda permanece dentro dos limites aceitáveis, podendo alcançar até 4,5%. No mesmo período do ano anterior, a inflação foi de 0,43%, o que indica um contexto inflacionário mais contido em 2023.

O resultado de abril ficou abaixo das expectativas do mercado, que, de acordo com a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, previa uma inflação de 0,69% para o mês. Esse desvio das previsões revela um desempenho menos preocupante do que o imaginado por analistas financeiros.

Dentre os grupos de produtos e serviços monitorados, o custo de alimentação e bebidas destaca-se com uma alta de 1,34%, contribuindo com 0,29 pontos percentuais para o índice geral. Outros setores que impactaram a inflação incluem habitação, que subiu 0,63%, e saúde e cuidados pessoais, com um aumento de 1,16%. Por outro lado, os setores de educação e transportes mostraram elevações mais insignificantes, com aumentos de apenas 0,06% e 0,06%, respectivamente.

Em um olhar mais detalhado sobre as influências específicas, a gasolina foi um dos principais vilões, apresentando um aumento de 1,86%, o que acrescentou 0,10 pontos percentuais ao índice geral. Outros produtos com aumentos significativos foram o leite longa vida, que subiu 13,66%, e os produtos farmacêuticos, com alta de 1,77%. Por outro lado, houve crescimento considerável no preço de alguns itens de hortifrúti, como a cenoura, que disparou 26,63%.

O IPCA é uma medida do custo de vida voltada para famílias com rendimentos que vão de um a 40 salários mínimos. A coleta de preços é realizada em diversas regiões metropolitanas, abrangendo uma ampla gama de produtos e serviços, o que reflete a diversidade e as particularidades das diferentes localidades do país.

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