O cenário econômico também traz boas notícias para o Produto Interno Bruto (PIB), com as previsões de crescimento mantendo-se em 2,16% para 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. Essas estimativas, sem alterações significativas em relação às semanas anteriores, reforçam uma visão de estabilização econômica no curto e médio prazo.
A meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, permitindo que a inflação varie entre 1,5% e 4,5%. Essa expectativa positiva foi impulsionada pelo percentual registrado em outubro, que foi de apenas 0,09%, o menor para o mês desde 1998. Assim, a inflação acumulada em 12 meses até outubro caiu para 4,68%, atingindo um patamar abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses.
No tocante à taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano, o Banco Central mantém essa taxa como principal instrumento para atingir a meta de inflação. Embora a Selic tenha permanecido estável nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC não descarta a possibilidade de aumentos futuros, dependendo das condições econômicas. O ambiente global, especialmente com as incertezas relacionadas à economia dos Estados Unidos, continua a impactar as decisões de política monetária.
As expectativas do mercado para a Selic ao final de 2025 permanecem em 15% ao ano. Para 2026, no entanto, houve uma leve revisão, passando de 12,25% para 12%. A taxa projetada para 2027 se mantém em 10,50%.
As oscilações nas taxas de juros influenciam diretamente o crédito e, consequentemente, a economia. Um aumento na Selic tende a desincentivar o consumo e a produção ao elevar o custo do crédito, enquanto uma redução, que ainda não é prevista, facilitaria o acesso a empréstimos, estimulando a atividade econômica.
Por fim, em relação ao câmbio, as previsões se mantêm estáveis, com expectativa de que o dólar termine o ano cotado a R$ 5,40. Para os anos subsequentes, a estimativa é de R$ 5,50, refletindo uma expectativa de manutenção relativa da moeda norte-americana no mercado nacional.
