Na carta, as entidades propõem uma abordagem estratégica em duas fases nas negociações comerciais. A primeira etapa visa ações de curto prazo com a urgência de encontrar uma solução para a investigação da Seção 301, buscando evitar a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros que, se implementadas, poderiam prejudicar a competitividade do país no mercado internacional. A segunda fase, de caráter mais duradouro, se concentraria em medidas que possam solidificar e expandir a relação comercial.
Entre as prioridades apresentadas, destaque para o aumento do acesso a mercados para setores essenciais, como insumos industriais, bens de capital e produtos voltados à segurança energética e tecnologia. Adicionalmente, as entidades enfatizam a necessidade de uma colaboração mais robusta nas áreas de regulação, especialmente nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e dispositivos médicos, buscando garantir um ambiente competitivo e facilitado para as empresas que operam nesses nichos.
Outro ponto crucial é o apoio à extensão de uma moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção de impostos a transmissões eletrônicas. A carta também sugere uma agilização no processo de exame de patentes, visando reduzir o backlog de pedidos no Brasil, em particular nas áreas de saúde e biofarmacêutico, além de um reforço nas práticas de combate à pirataria.
Os signatários também demandam um avanço na cooperação em minerais críticos, propondo um mapeamento geológico conjunto e investimentos em tecnologias que garantam uma cadeia de suprimentos segura e resiliente. Ademais, a implementação efetiva do Protocolo Anticorrupção do Acordo de Cooperação Econômica e Comercial é vista como fundamental para criar um ambiente de negócios mais transparente e seguro.
Essas proposições, se bem executadas, têm o potencial de não só mitigar tensões comerciais, mas também de fomentar um crescimento econômico mais substancial entre as nações.





