A pesquisa ressalta que 29% dos empresários veem a redução de impostos como uma estratégia crucial para o próximo governo. Essa preferência por abordagens “monetaristas”, que priorizam a saúde fiscal do país, parece sobrepor considerações relativas a políticas industriais. Enquanto isso, 22% dos entrevistados enfatizaram a importância de garantir um equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, enquanto 21% manifestaram que o fortalecimento da indústria e da produção é uma pauta igualmente urgente.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, comentou sobre a necessidade de uma sinergia entre as políticas fiscal e monetária, enfatizando que, sem um alinhamento adequado, as iniciativas para estimular o desenvolvimento produtivo tendem a falhar. Alban defendeu um Estado mais proativo na indução de investimentos que priorizem a produção, com o objetivo de fomentar um Brasil mais inovador e próspero.
A pesquisa também focou nas preocupações específicas em relação ao ambiente de negócios. Entre os empresários, 45% identificaram a redução de impostos como a principal prioridade para mitigar o chamado “custo Brasil”. Outros itens relevantes são a redução de juros e a oferta de crédito, mencionados por 26% dos entrevistados. Além disso, 21% continuam a considerar o incentivo à produção como uma urgência, refletindo os desafios enfrentados pelo setor.
Na perspectiva de investimentos, apenas 41% dos empresários planejam manter seu nível atual, enquanto 28% demonstraram disposição para aumentá-lo. Em contraposição, 9% consideram reduzir os investimentos, e 20% afirmaram não ter a intenção de investir nos próximos quatro anos.
Os dados foram apresentados durante um evento que reúne pré-candidatos à presidência, onde a CNI aproveitou a oportunidade para defender a revisão de benefícios sociais e a desvinculação de recursos em áreas essenciais, como saúde e educação. Essas propostas, no entanto, não foram bem recebidas por algumas entidades tradicionais que observam com preocupação tais medidas.
Esses resultados não apenas ilustram um cenário de incerteza e desafios para o setor produtivo, mas também evidenciam uma demanda por ações concretas e eficazes por parte dos futuros governantes, a fim de garantir um ambiente propício para o desenvolvimento econômico e industrial do Brasil nos próximos anos.





