Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a indústria registrou uma leve expansão, de 0,2%. Analisando o acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou uma variação positiva de 0,4%. Esses dados são parte da pesquisa periódica realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que revelou um desempenho abaixo das expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,3%.
Nos últimos seis meses, a indústria brasileira tem apresentado um comportamento errático. Em janeiro, o crescimento foi expressivo, com uma alta de 2,2%, seguido por 1,1% em fevereiro e um aumento mais modesto de 0,3% em março. Abril trouxe um crescimento de 0,7%, mas foi seguido pela queda em maio. O setor se encontra 4,5% acima do patamar pré-pandemia, atingido em fevereiro de 2020, mas ainda 13% abaixo do nível recorde registrado em maio de 2011.
O recuo de maio foi influenciado predominantemente pelos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que apresentaram uma queda de 6,1%. As indústrias extrativas também contribuíram negativamente, com uma redução de 2,6%, interrompendo uma sequência de cinco meses de crescimento. Dentro destes segmentos, o álcool etílico e a gasolina foram os principais responsáveis pelas perdas, enquanto o setor extrativo se viu pressionado por quedas em minério de ferro e petróleo.
Por outro lado, algumas áreas da indústria se destacaram com resultados positivos. Os produtos farmacêuticos e farmoquímicos tiveram um crescimento notável de 13,1%, enquanto a produção de veículos automotores registrou um aumento de 4,1%, marcando o quinto mês consecutivo de crescimento no setor automobilístico, impulsionado pela produção de automóveis, caminhões e peças.
Das quatro grandes categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis apresentaram variação positiva, com um aumento de 3,6%. Em contrapartida, os bens de consumo semi e não duráveis, bens intermediários e bens de capital enfrentaram quedas de 1,3%, 0,4% e 0,2%, respectivamente.
Esses dados refletem uma complexa situação no setor industrial brasileiro, que precisa contornar desafios significativos enquanto tenta retomar um crescimento mais sustentável e equilibrado.





