Macedo destacou que, ao analisar a série histórica, o primeiro trimestre deste ano apresentava um avanço considerável, culminando em um crescimento de 1,8% em março, o mais significativo do ano. No entanto, esse impulso inicial foi seguido por uma perda de ritmo em abril e maio, resultando em uma estabilidade que persistiu ao longo dos meses subsequentes.
Um dos fatores que contribuiu para essa dinâmica da indústria foi a política monetária mais restritiva. Essa abordagem, com taxas de juros elevadas e um aperto nas condições de crédito, tem encarecido o acesso ao financiamento, afetando a capacidade de investimento e expansão do setor industrial. “Esse movimento é diretamente ligado ao aumento da taxa de juros, o que ajuda a explicar a menor intensidade observada na produção industrial nos últimos meses”, afirmou Macedo.
Ele também ressaltou que novembro de 2025 representa o sexto mês em que os resultados ficam próximos à margem zero, indicando uma continuidade de estabilidade. Os dados também revelam que em janeiro a indústria teve 0,1% de crescimento, permaneceu estável em fevereiro, e variou levemente em meses subsequentes, com índices que oscilam entre -0,1% e 0,1%.
Apesar desse panorama desafiador, a economia brasileira apresenta sinais de vigor em outros setores, especialmente no mercado de trabalho, que se mantém robusto. O aumento da massa de rendimentos e a ocupação em níveis elevados, com a taxa de desemprego em queda, contribuem positivamente para o cenário econômico. Macedo acredita que esse desempenho no emprego pode, de certa forma, impulsionar a economia e, consequentemente, a produção industrial, mesmo em um contexto de juros mais altos. Ele concluiu enfatizando que a estabilidade do setor industrial tem sido uma característica marcante desde julho, refletindo os desafios e as nuances do cenário econômico atual.
