Os números foram apresentados durante um evento promovido pela Coalizão Indústria em São Paulo, no dia 25 de outubro. De acordo com o agrupamento das entidades, que representa 43% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Brasil, as transformações geopolíticas no pós-pandemia e a necessidade de escoar o excesso de capacidade instalada de produção têm intensificado os fluxos de produtos vindos desses países, prejudicando os mercados internos.
O coordenador da Coalizão Indústria, Marco Polo de Mello Lopes, destacou a questão das importações predatórias provenientes da China, que impactam diretamente a indústria brasileira. Ele ressaltou que as ações do governo brasileiro devem ser estratégicas e dentro das regras de comércio exterior para enfrentar esse cenário desafiador. Mello Lopes enfatizou a importância dos investimentos para o crescimento sustentável do país no longo prazo e alertou que esses recursos não podem ser substituídos por outros segmentos econômicos ou países exportadores.
A Coalizão Indústria, que surgiu em 2018 e é considerada apartidária, representa 13 setores da indústria nacional. Esses setores são responsáveis por 57% das exportações de manufaturados no país, geram cerca de 37 milhões de empregos diretos e indiretos, e contribuem anualmente com o pagamento de R$ 264 bilhões em tributos.
Diante desse cenário de desafios para a indústria nacional, é fundamental que o governo e as empresas estejam atentos e tomem medidas estratégicas para proteger os interesses do setor e garantir o desenvolvimento econômico sustentável do país.





