ECONOMIA – IGP-M tem deflação de 0,34% em março, menor taxa desde 2024, influenciado pelo minério de ferro, aponta FGV.

No mês de março, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, apresentou uma deflação de 0,34%, indicando uma queda nos preços em relação ao mês anterior, quando o índice estava em 1,06%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta sexta-feira (28).

A deflação registrada em março é a menor taxa desde março de 2024, quando o indicador também ficou negativo (-0,47%). O principal fator que contribuiu para a inflação negativa foi a cotação do minério de ferro no cenário international, que teve um recuo significativo.

Para apurar o IGP-M, a FGV leva em consideração três componentes, sendo o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) o de maior peso, representando 60% do índice cheio. Em março, o IPA variou -0,73%, influenciado principalmente pelo recuo de 3,64% no preço do minério de ferro, em meio a preocupações com a guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desempenha um papel importante no cálculo do IGP-M. Em março, o IPC registrou uma variação de 0,80%, abaixo do índice de fevereiro. Destaca-se a queda de 1,60% no grupo educação, leitura e recreação após os reajustes das mensalidades escolares no mês anterior.

No entanto, o aumento nos preços dos alimentos, como ovo e café em pó, contribuiu para pressionar o IPC. Essa tendência também foi observada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, que ficou em 0,64% em março, conforme dados divulgados pelo IBGE.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou para 0,38% em março, após registrar alta no mês anterior. O IGP-M é utilizado como base para o cálculo do reajuste anual de contratos imobiliários, por isso é conhecido como inflação do aluguel. Além disso, é utilizado para reajustar tarifas públicas e serviços essenciais, o que o torna um indicador econômico relevante.

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