O IGP-M é especialmente relevante no mercado imobiliário, pois sua variação é utilizada como base para o reajuste anual de diversos contratos de aluguel, além de influenciar tarifas públicas e outros serviços essenciais. Esses fatores tornam o indicador uma referência crucial para locatários e proprietários, que acompanham de perto suas oscilações.
A metodologia da FGV para calcular o IGP-M envolve a análise de três componentes principais. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) é o de maior peso, representando 60% do total do índice. No último mês, o IPA cresceu 0,34%, impulsionado, em grande parte, pelos aumentos nos preços do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%). Outro componente significativo é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que pesa 30% no cálculo. Em janeiro, esse índice avançou 0,51%, sendo que os maiores impactos no orçamento das famílias vieram de cursos de ensino fundamental (3,83%), ensino superior (3,13%) e gasolina (1,02%). Por último, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,63%, refletindo variações em materiais, equipamentos e serviços.
Ainda que o IGP-M tenha apresentado resultados negativos acumulados, isso não garante necessariamente uma redução nos aluguéis. Muitos contratos possuem cláusulas que estabelecem reajustes apenas em situações de variações positivas do índice, o que reforça a complexidade do tema. Para calcular o IGP-M mensalmente, a FGV realiza coletas de preços em sete capitais brasileiras, abrangendo diferentes realidades econômicas, e o levantamento para o atual índice ocorreu entre 21 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro. Essa abordagem multifacetada é crucial para uma avaliação precisa das condições econômicas do país.
