No final do ano anterior, o ministério já havia comunicado que o limite de passageiros no Santos Dumont aumentaria de 6,5 milhões para até 8 milhões anuais a partir de 2026. Essa mudança visava otimizar a operação do aeroporto, mas, com a nova decisão, a ideia é priorizar um equilíbrio entre os terminais fluminenses.
Eduardo Paes se manifestou nas redes sociais, ressaltando a importância das iniciativas de Lula para a recuperação do Aeroporto do Galeão, também conhecido como Aeroporto Internacional Tom Jobim. De acordo com o prefeito, as ações do presidente têm contribuído para o incremento no número de turistas e na dinamização de negócios no estado. O ministro Silvio Costa Filho também compartilhou a mensagem de Paes, evidenciando a união entre as esferas de governo em prol do desenvolvimento do Rio de Janeiro.
Em uma nota oficial, o Ministério de Portos e Aeroportos justificou a revogação, afirmando que a decisão foi motivada pelo crescimento expressivo do setor de aviação e turismo no estado. A pasta enfatizou a importância de construir uma agenda estratégica que beneficie a aviação fluminense. A limitação anterior do Santos Dumont, definida como parte de uma política de reequilíbrio, foi promovida para fomentar o crescimento do Galeão, onde o movimento de passageiros registrou um aumento significativo, passando de 6,8 milhões para 16,1 milhões nos últimos anos. Em contrapartida, o fluxo no Santos Dumont caiu de 10,9 milhões para 5,7 milhões.
O governo segue com o processo de venda assistida do Galeão, que deverá ter um leilão marcado para o dia 30 de março. A nota do ministério não deixou de mencionar que a manutenção de restrições no Santos Dumont poderia impactar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão do Galeão, reiterando a complexidade das relações entre os dois aeroportos no contexto da aviação no Rio de Janeiro.






