O leilão de 104 mil toneladas do cereal, que estava previsto para ser realizado na última terça-feira (21), foi suspenso devido ao aumento nos preços do produto por fornecedores dos países do Mercosul. O governo decidiu reeditar a medida provisória que autoriza a compra pública e, em seguida, a publicação da portaria e do edital de leilão.
Durante uma reunião com representantes de entidades do setor de proteína animal, o ministro destacou a importância da ação para manter a estabilidade no mercado de arroz e assegurar o fornecimento do produto à população brasileira. Atualmente, a maior parte das importações de arroz é proveniente do Mercosul, sem incidência de tarifas.
Na semana passada, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior zerou as tarifas para dois tipos não parbolizados e um tipo polido/brunido do grão, visando facilitar a importação e garantir a oferta do produto no mercado nacional. A medida, que será válida até 31 de dezembro, foi solicitada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Conab.
A redução a zero da alíquota permitirá a compra de arroz de outros grandes produtores, como a Tailândia, que até abril deste ano respondia por 18,2% das importações brasileiras do produto. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços monitorará a situação para reavaliar a necessidade de prorrogar a medida.
Em resumo, as ações do governo visam garantir o abastecimento de arroz no Brasil diante dos desafios enfrentados pelo setor devido às intempéries naturais e às variações de preços no mercado internacional.
