ECONOMIA – Governo Lança Nova Fase do Programa Move Brasil com R$ 21,2 Bilhões para Renovação de Frota de Caminhões e Ônibus, Aumentando Facilidades para Caminhoneiros Autônomos.

Na última quinta-feira, o governo federal anunciou o lançamento da segunda fase do programa Move Brasil, uma iniciativa destinada a renovar a frota de caminhões por meio de financiamentos facilitados, voltada para empresas de transporte rodoviário de cargas, cooperativas e caminhoneiros autônomos. O montante abriu novos horizontes para o setor, totalizando R$ 21,2 bilhões, um aumento significativo em comparação aos R$ 10 bilhões disponibilizados na primeira fase do programa, que rapidamente foram utilizados em mais de mil contratos de financiamento.

Esta nova etapa do Move Brasil não se limita apenas aos caminhões. Ela agora engloba também a aquisição de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o operador dessa fase, garantindo uma soma de R$ 6,7 bilhões, enquanto R$ 14,5 bilhões virão do Tesouro Nacional. O valor máximo que poderá ser financiado a cada beneficiário permanece em R$ 50 milhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento, enfatizou melhorias nas condições de financiamento, como a ampliação dos prazos de carência e a redução das taxas de juros, que ainda são consideradas elevadas. Lula expressou preocupação com o ritmo de liberação de crédito, especialmente para caminhoneiros autônomos, alegando que apenas uma fração dos recursos previamente disponibilizados havia sido efetivamente acessada.

Uma das inovações mais significativas para os caminhoneiros autônomos é a possibilidade de parcelar o financiamento em até 10 anos, com um período de carência que agora dura 12 meses, uma ampliação considerável em relação às condições anteriores. É previsto que R$ 2 bilhões da nova fase sejam direcionados especificamente a esse grupo, com a taxa de juros reduzida para 11,3%.

Outro aspecto crucial do programa são os requisitos ambientais. As novas regras exigem que os financiamentos estejam alinhados com critérios de sustentabilidade, incentivando a aquisição de veículos mais eficientes em termos de consumo de combustível e que emitam menos poluentes. Aqueles que entregarem veículos antigos para reciclagem poderão usufruir de taxas ainda mais vantajosas.

Lula também destacou a relevância do transporte rodoviário para a economia brasileira, ressaltando que cerca de 60% das cargas do país dependem deste modal. A obsolescência da frota, além de representar um aumento nos custos de manutenção, impacta negativamente na eficiência energética e na segurança operacional. Com a aplicação do programa, espera-se não apenas a revitalização da frota, mas também um efeito positivo na criação de empregos e no fortalecimento da indústria.

Além do Move Brasil, Lula assinou duas Medidas Provisórias que visam ampliar o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e criar um Crédito Extraordinário de R$ 17 bilhões, com objetivo de facilitar o crédito para micro, pequenas e médias empresas. Esses mecanismos buscam garantir que as operações de crédito sejam mais acessíveis, especialmente em tempos desafiadores para a economia.

Assim, o Move Brasil e as ações complementares da administração federal pretendem não apenas impulsionar a renovação da frota, mas também fomentar um ciclo positivo para o setor automotivo e a economia do país como um todo.

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