“O anúncio do pacote está dependendo agora de o Palácio do Planalto entrar em contato com o Senado e a Câmara. Temos tudo pronto, redigido e a Casa Civil enviará a redação final dos textos para o Congresso ainda esta semana. No entanto, a data do anúncio dependerá mais da disponibilidade do Congresso do que de nós”, declarou Haddad ao deixar o ministério.
Dentre os pontos abordados no pacote, destaca-se a reforma na previdência dos militares, que será encaminhada ao Congresso por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei complementar. Haddad ressaltou a intenção do governo de enviar o menor número de propostas possível, buscando agilizar o processo de implementação das medidas.
Além disso, o pacote utilizará textos já em tramitação no Congresso, como é o caso das mudanças no Vale Gás, que serão inseridas como substitutivo em um projeto de lei em andamento desde agosto. A limitação dos supersalários, por sua vez, será incluída em um projeto de lei complementar.
Diante da necessidade de aprovação de PECs neste ano, Haddad afirmou que o governo poderá utilizar uma proposta de emenda já em discussão, como a da Desvinculação das Receitas da União (DRU). A intenção é garantir a aprovação do pacote de corte de gastos até o final do ano, aproveitando a janela de oportunidade oferecida pelas PECs em tramitação.
A reunião realizada entre Haddad, o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente Lula contou com a presença dos ministros responsáveis pelas áreas afetadas pelo pacote, os quais demonstraram concordância com as medidas propostas. A expectativa é de que o anúncio oficial do pacote de corte de gastos seja realizado em breve, após as devidas conversas com os líderes do Legislativo.
