Esse ajuste representa um incremento nominal de 7,28% em comparação ao salário mínimo de R$ 1.518 previsto para 2025. Essa elevação segue a nova regra de correção, aprovada no final do ano passado, que limita o crescimento do salário mínimo a 2,5% além da inflação do ano anterior. Assim, a fórmula para o reajuste considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro de 2025, estimado em 4,78%, somado à elevação de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) referente a 2024. Contudo, a aplicação do teto de 2,5% acima da inflação resulta em um aumento total mais modesto.
É importante ressaltar que o valor final do salário mínimo pode ser ainda reajustado upward, dependendo das variações no INPC. Caso os índices de preços até novembro superem as expectativas governamentais, uma mensagem modificativa deverá ser apresentada ao Congresso no início de dezembro. Assim, o governo mantém em sua mira a necessidade de ajustar o poder de compra da população, ao mesmo tempo em que busca respeitar as diretrizes econômicas estabelecidas.
Os especialistas observam que essa estratégia de correção do salário mínimo pode ter um impacto significativo na economia, influenciando desde o consumo das famílias até os custos para as empresas. Enquanto muitos celebram a previsão de aumento, outros manifestam preocupação com a possibilidade de um efeito cascata nos preços, também conhecido como inflação de custos.
À medida que o Congresso analisa o Projeto da Lei Orçamentária, a expectativa gira em torno dos debates que podem surgir, especialmente no que tange ao fortalecimento do poder aquisitivo dos trabalhadores e o desenvolvimento econômico sustentado do país. As próximas semanas prometem ser decisivas, não apenas para a definição do salário mínimo, mas também para a configuração de políticas públicas mais amplas que visem à recuperação econômica e à melhoria das condições de vida da população brasileira.