O Tesouro Nacional e o Banco Central contribuíram com um superávit de R$ 41,4 bilhões, enquanto o Regime Geral de Previdência Social apresentou um déficit primário de R$ 30,3 bilhões. Essa diferença decorre do aumento real de 8,4% na receita líquida, que teve um acréscimo de R$ 14,7 bilhões, e do aumento real de 12,4% nas despesas totais, que somaram R$ 19,9 bilhões a mais em relação ao ano anterior.
Entre os fatores que influenciaram no crescimento da receita líquida em abril estão o aumento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Também houve elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto de Importação e da arrecadação líquida para o RGPS.
Do lado das despesas, o principal fator que influenciou o crescimento em abril foi o aumento nos pagamentos de benefícios previdenciários, em decorrência do calendário de pagamento do 13º salário da Previdência Social. Outros fatores que impactaram no aumento das despesas foram os benefícios de prestação continuada, despesas com pessoal e encargos sociais, e despesas discricionárias.
No acumulado do ano, o Governo Central registrou um superávit primário de R$ 30,6 bilhões, menor do que o saldo positivo de R$ 46,8 bilhões alcançado no mesmo período do ano passado. Esse resultado é resultado do superávit do Tesouro Nacional e do Banco Central, combinado com o déficit da Previdência Social.
