Haddad destacou que este é o terceiro ano consecutivo em que o governo consegue cumprir com a meta de déficit primário, revelando uma evolução nas contas públicas. O ministro ressaltou que, apesar da cifra ser preliminar, espera-se que o fechamento oficial do ano confirme esse déficit de 0,1%.
As normas vigentes do novo arcabouço fiscal, que entrou em vigor em 2023, estabelecem que o resultado primário, que considera as receitas e despesas excluindo os juros da dívida pública, pode oscilar dentro de uma faixa de tolerância sem que isso represente descumprimento do comprometimento fiscal do país.
Entretanto, Haddad fez questão de esclarecer que, ao considerar despesas que não estão contabilizadas na contabilidade regular, como precatórios e indenizações do INSS, o déficit projetado eleva-se. Ele indicou que, levando em conta essas variáveis, o déficit poderia chegar a aproximadamente 0,17%. Com a adição dos precatórios, esse número poderia alcançar 0,48%.
O ministro também abordou a questão da dívida pública, que foi objeto de recentes projeções do Tesouro Nacional. As estimativas revelam um crescimento potencial do endividamento que pode atingir 95,4% do PIB em uma década, a menos que novas medidas para ampliação da receita sejam implementadas. Haddad enfatizou que, embora o déficit primário tenha sido controlado, a principal pressão sobre a dívida pública advém da alta taxa de juros reais no Brasil, pontuando que essa é uma preocupação central que afeta as contas do governo.
Os dados definitivos sobre o resultado fiscal de 2025 ainda serão divulgados oficialmente pelo Tesouro Nacional e Banco Central no final de janeiro. Portanto, os números apresentados por Haddad são reflexos de estimativas iniciais e estão sujeitos a revisões.
