Entre as principais ações anunciadas, destaca-se a introdução de subsídios significativos. Um dos pontos centrais é a criação de um benefício de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, que será custeado de forma equitativa entre a União e os estados. Essa subvenção, válida por dois meses, pode representar um custo total que chega a R$ 4 bilhões. Além disso, há um subsídio adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido internamente, com um custo previsto de R$ 3 bilhões mensais, exigindo que as empresas que receberem o benefício repassem a redução aos consumidores.
No que diz respeito ao gás de cozinha, o governo também estipulou um subsídio de R$ 850 por tonelada para o GLP importado, visando reduzir os custos do produto nacional e proteger as famílias de baixa renda. Complementando essas medidas, a isenção de impostos federais sobre o biodiesel e o querosene de aviação também foi estabelecida, garantindo uma diminuição nos custos associados.
Para financiar essas medidas, o governo planeja recorrer a novas fontes de receita. Essas incluem a implementação de um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para empresas do setor, além de receitas provenientes de leilões de petróleo. Para compensar a isenção do querosene de aviação e do biodiesel, a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados sobre cigarros deve gerar cerca de R$ 1,2 bilhão a mais na arrecadação.
O pacote também destina até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Fundo Nacional de Aviação Civil, e prevê isenções de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação, assim como o adiamento de tarifas de navegação aérea.
A fiscalização também será intensificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis para evitar aumento de preços injustificados durante crises. Um projeto de lei que será enviado ao Congresso busca criminalizar práticas abusivas, estabelecendo penas de 2 a 5 anos de prisão, não apenas para empresas, mas também para indivíduos que violarem a legislação.
Com essas medidas, a expectativa é reduzir a vulnerabilidade do Brasil às flutuações do mercado internacional de energia, enquanto garantem um suporte crucial à economia nacional em tempos de crise.
